Você pode ter uma religião.
Pode se orgulhar dos ritos e doutrinas.
Pode até desprezar outras religiões e seitas que não se alinham com a sua.
No final das contas, não é a sua religião quem diz quem você é de verdade.
Lembre-se, daqui não levamos nenhum minúsculo grão de areia.
Tudo fica, ritos e doutrinas, usos e costumes.
Só levamos o bem ou mal que praticamos, isto será você de verdade, sem máscaras de religião alguma.
Suas preces, orações ou rezas não contarão tanto quanto as suas ações.
De que me adianta ter pedido a Deus todos os dias da minha vida, para alimentar os famintos do mundo se eu na verdade nunca dei ao menos um pão para um faminto?
Ações são mais poderosas do que intenções.
Aja, existem mais pessoas que precisam de você do que você imagina, pessoas que precisam de você, não de você religioso e sim de você humano.
Se a dor de outro ser humano não te comove, toda sua religiosidade é uma farsa, um esconderijo, onde você esconde quem você é de verdade.
Mais méritos tem um ateu que encontra tempo e força para ajudar sem esperar nenhuma retribuição de alguma divindade do que todas as orações sem ações.
Ed. Santos
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